sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Diálogo de prisioneiras

- Vós, minhas queridas estrelas, que cintilam timidamente no abismo noturno, vós me dizeis tanto. Que quereis dessa alma atormentada?

- "Vinde, amiga nossa, para a casa que tu pertences"

- Jamais me prenderei a condição em que vós viveis, tiranizadas pelas trevas colossais que vos cercam.

- "Vinde, querida alma, fazer-nos companhia, agora estás sozinha a enfrentar o escuro, aqui nós estamos juntas e brilhando aos olhos dos sonhadores"

- Vós sois sedutoras, minhas companheiras, mas não me convencerão. Fostes tragadas pela noite e eu prefiro enfrentar meu tormento compondo melodias renitentes durante o breve estágio em que minh'alma presa em meu corpo está.



                         "Ora, (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!"




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