Noite infinda, és tu a causa dos meus males?
Tu pintas a natureza de forma bela, porém transforma os cantos alegres da luz em ruídos aterrorizantes. Assim, tu me encantas e me assustas, noite antagônica. Trazes um efeito maligno para os corações descontrolados que se embebedam com teu veneno e depois são engolidos pela dor.
Noite, tu és certeira e astuta! Sem piedade, tu me revelas os monstros que me martirizam.
Oh, noite, desassossego dos pecadores, por que és tão medonha? Me incitas terror com as vozes graves que soam de tuas trevas e que me assaltam durante minha insônia.
Noite, és macia para alguns e áspera para outros. Até quando serás para mim uma angústia? Ide para longe com o vazio que te pertence e que me acomete; deixe cair o teu manto para que eu venha alcançar a elucidação. Seja branda, consola meu coração agônico e presenteia a minha mente com a luz da sabedoria divina. Sou ingênua, pois, como podes ser indulgente? És a ausência da luz e o domínio do frio. Apagaste o flamejar fraquejado do meu sustento.
Minh'alma agora jaz na tua escuridão.
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